ImprensaDesta vez, é para ficar

janeiro 30, 20190

Ele já foi considerado remédio contra a peste bubônica e, junto com a tônica, era consumido para combater a malária. O gim foi o rei das bebidas e dos coquetéis por séculos, mas sofreu com as guerras e com o período da Lei Seca americana, nos anos 1920, 1930. Quando parecia que seu consumo ia voltar ao normal, nos anos 1950 foi chamado de antiquado e trocado pela vodca.

Se no final dos anos 1980 o gim começou a voltar ao topo mundial, teve sua firmação quase três décadas depois, quando Ferran Adrià decidiu brincar com a apresentação do clássico gim-tônica. Antes servido em copo long drink, o chef espanhol que revolucionou a gastronomia com seu elBulli também deixou marcas na coquetelaria ao apresentar o drinque em taça, evitando que o calor das mãos o esquentasse. Era o que faltava para a bebida feita com álcool neutro e zimbro, entre outros botânicos, voltasse de vez ao trono.

Aqui no Brasil, até pouco tempo atrás o gim era visto como escolha de “bebum”, imagem justificada pela alta graduação alcoólica e por não deixar o mau hálito característico do álcool – podendo ser bebido às escondidas sem que ficassem rastros. Nem por isso, deixou de conquistar adeptos aqui e acolá, que enfrentavam os olhares tortos e, com ousadia, nas festinhas pediam um gim-tônica em vez de cuba-libre ou caipirinha.

Link da matéria: https://prazeresdamesa.uol.com.br/reportagens/gim-desta-vez-e-para-ficar/

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